quarta-feira, 11 de março de 2009

Zé Katimba, parte 2

A política de moderação adotada neste blog tem por finalidade impedir o baixo nível das agressões e ofensas pessoais, bem como os palhaços de plantão. Entendo que críticas construtivas construidas com bons argumentos em prol de boas causas têm espaço em qualquer lugar. Críticas anônimas não.

Bem sabemos que algumas pessoas se escondem atrás do anonimato para difamar ou simplesmente avacalhar os espaços totalmente abertos a qualquer manifestação. Geralmente não dou maior importância aos anônimos que se manifestam neste espaço.

Mesmo assim, enviei para o colega Fernando Paulino, um comentário anônimo que recebi recentemente para moderar, sobre o e-mail dele que publiquei aqui, a respeito do lançamento do seu livro sobre a biografia do compositor carioca, Zé Katimba.

Me senti na obrigação de apurar a veracidade do comentário, já que devo confessar, não conhecia a história de vida do referido sambista. O comentário, diga-se de passagem, não apresenta fatos, argumentos, faz apenas acusações de que as informações publicadas não são verdadeiras.

Confira abaixo o comentário anônimo e a resposta do jornalista Fernando Paulino. As conclusões ficam por conta dos leitores. Encontrei aqui mais um texto sobre o livro do Fernando Paulino.

Anônimo: "é uma vergonha que um livro que conte tantas mentiras seja editadoZe Katimba NÃO é fundador da Imperatriz, NÃO é o maior campeão de sambas enredos da escola, NUNCA foi presidente do GRESIL... enfim, lamento pelo fato de você ter participado desta farça".

Fernando Paulino: Durante o período que fiz pesquisas/entrevistas para o livro sobre o Zé Katimba, extraí do site oficial da Imperatriz Leopoldinense o seguinte trecho:

"Antes do começo da temporada da escolha dos sambas-enredos para o carnaval 2006, decidimos colocar no ar esta matéria sobre Zé Catimba, em forma de homenagem a este grande compositor da Imperatriz Leopoldinense. O samba-enredo de sua autoria, "Martim Cererê", tema da novela Bandeira-2. A gravação feita por ele (Som Livre) chegou a vender 700 mil cópias.

Zé Katimba - ou Catimba, como assinou por muito tempo - é um dos parceiros mais constantes de Martinho da Vila, tendo centenas de músicas gravadas. Paraibano de João Pessoa, veio para o Rio de Janeiro aos 10 anos, indo morar em Bonsucesso. Seu apelido surgiu nas peladas de futebol da região. Em 1959, então com 16 anos, participou da fundação da Imperatriz Leopoldinense. Em 1969, entrou para a ala dos compositores.

Seu primeiro sucesso foi "Barra de ouro, barra de rio, barra de saia" (em parceria com Niltinho Tristeza), de 1971, samba-enredo que classificou a Imperatriz em 7º lugar no Grupo 1. No ano seguinte, com o samba-enredo "Martim Cererê" (em parceria com Gibi), consagrou-se nacionalmente, levando a escola ao 4º lugar do Grupo 1. O sucesso de "Martim Cererê" fez com que Zé Katimba virasse personagem da novela "Bandeira-2", da Rede Globo, escrita por Dias Gomes, com Grande Otelo interpretando o papel do sambista. Além de "Martim Cererê", tema de abertura, outras duas músicas de sua autoria fizeram parte da trilha sonora, que vendeu 700 mil cópias.

Suas músicas foram gravadas por Elza Soares, Alcione, Jair Rodrigues, Zeca Pagodinho, Jurema, Leci Brandão, Simone, Agepê e até Júlio Iglesias, que em 1992 gravou "Me ama, mô", uma de suas parcerias com Martinho da Vila. Entre as de maior sucesso gravadas por Martinho estão: "Me beija, me beija" (em parceria com o próprio Martinho); "Me faz um dengo" (com Martinho da Vila); "Danadinha, Danada" (com Martinho da Vila); "Tá delícia, tá gostoso" (com Alceu Maia); "Minha e tua" (com Alceu Maia e Martinho da Vila). Zé Katimba foi campeão de samba-enredo na Imperatriz Leopoldinense em 1971, 1972, 1978, 1981, 1987, 1988, 1990 e 1997".

Isso é o que está nos anais da escola da Leopoldina. Katimba não fez parte da reunião que formulou a ata de fundação da Imperatriz, mas, assim como dezenas de outros componentes, participou das atividades da escola desde antes do seu primeiro desfile, em 1960. Katimba, na época, era puxador de corda; não era da direção.

Nos anos 70, ele era vice do Luizinho Drumond, que, por um certo período, precisou afastar-se da agremiação, tendo Katimba como seu substituto, na função de presidente.
Até hoje, na história da Imperatriz, não surgiu um outro compositor que tenha feito mais sucesso que ele. E é, sim, um dos campeões do carnaval carioca, como pode se observar na matéria do site da escola, reproduzida acima.

É claro que Katimba, ao longo da história, criou áreas de atrito. E aí tem gente que se esconde no anonimato para atacá-lo.

Por fim, eu não escrevi uma obra de ficção. Trata-se de um livro baseado em fatos reais.

Grande abraço.

Fernando Paulino.

2 comentários:

Uma das Patetas do Brasil disse...

Vamos katimbar!!!
Amei isto aqui!!! É isso aí.

Gosto muito disso.
DE FATOS!

RICARDO disse...

ZE KATIMBA,É A IMAGEM DO SAMBA VIVO! POR TUDO QUE FEZ, FAZ E AINDA FARÁ.
SALVE ZE KATIMBA