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domingo, 15 de novembro de 2009

Funcionários do Monitor se reúnem nesta segunda na AIC

O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro marcou para esta segunda-feira (16/11), às 9h, na Associação de Imprensa Campista - AIC, reunião com os 45 funcionários que já foram avisados que serão demitidos. A intenção é passar informações sobre as questões trabalhistas e também sobre o movimento de diversos setores da sociedade, criado após reunião deste sábado (14/11), na própria AIC, que pretende viabilizar o tombamento do Monitor Campista como patrimônio histórico imaterial.

Também será discutida a ideia de alguns funcionários de se criar uma cooperativa para garantir a sobrevivência do jornal, reconhecido como a melhor publicação diária do município, e o emprego dos trabalhadores.

Na reunião deste sábado também ficou decidido contactar outras instituições como a OAB, ABI e a Prefeitura de Campos para apoiarem o movimento.

Abaixo a última capa do jornal Monitor Campista, publicada neste domingo (15/11) e a nota dos Diários Associados comunicando a decisão de suspender as ativiades do jornal.

(Clique na imagem para ampliar)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

População contra o fechamento do Monitor Campista


Foto: Wellington Cordeiro

A manifestação desta manhã (13/11) contra o fechamento do jornal Monitor
Campista, decidido pela matriz, os Diários Associados, fechou a rua João Pessoa, no Centro de Campos. Cerca de 150 pessoas compareceram e o clima era de consternação. Funcionários chorando, muitas pessoas com os olhos marejados. Tristeza e perplexidade.

Todos os oradores criticaram com veemência os Diários Associados pela decisão de fechar uma instituição com 175 anos, cuja história se confunde com a própria história do município.

O ato foi importante para chamar a atenção da sociedade para a grande perda que representa o fechamento do terceiro jornal mais antigo do país, o quinto da América Latina.

Mas não se trata de saudosismo barato: o jornal Monitor Campista é a melhor publicação do município, tem os melhores profissionais e uma linha editorial ética, ou seja, o Monitor Campista faz um jornalismo de qualidade, é um patrimônio do município.

O que mais causa estranheza é que o jornal é auto-suficiente, não tem dívidas, é enxuto, como se diz. É viável economicamente. Por quê então não vendê-lo em pleno funcionamento? Por quê fechá-lo? Que interesses estão por trás deste ato, que está sendo considerado por muitos como mais um crime contra a sociedade campista?

Agora é o momento de discutir propostas para tentar encontrar alternativas para o que já está confirmado, a última edição do jornal sai no próximo domingo (15/11), e a demissão dos funcionários começa no dia seguinte.

Uma reunião acontecerá neste sábado, às 10h, na Associação de Imprensa Campista - AIC, que fica na rua Tenente Coronel Cardoso, 460, no Centro. Precisamos encontrar uma alternativa.

Todos à reunião!!!