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quarta-feira, 7 de abril de 2010

No Dia do Jornalista, Fenaj pressiona políticos pela aprovação das PECs

Por Izabela Vasconcelos

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) prepara manifestações para marcar o dia do Jornalista, celebrado nesta quarta-feira (07/04). A entidade definiu com os sindicatos, reunidos no Conselho da Entidade, dia 27/03, a agenda de atividades, que tem como objetivo a aprovação das Propostas de Emenda Constitucional (PECs), que tramitam na Câmara e no Senado, em favor da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

“Todos os sindicatos estão preparando atividades. O eixo disso é a nossa luta pela exigência de diploma para atuar como jornalista. Estamos organizando manifestações junto ao Parlamento, Assembleias, junto aos deputados”, explicou Celso Schröder, vice-presidente da Fenaj.

De acordo com Schröder, a ideia da entidade é chamar a atenção para o debate sobre a profissão. “O dia vai ser lembrado pela reinvidicação da categoria. Existe um silêncio da grande mídia sobre esse assunto. A ideia é construir esse debate via imprensa alternativa e furar um pouco isso, além de dar ritmo aos nossos trabalhos na tramitação das PECs”.

No sindicato de Brasília, por exemplo, as atividades se concentrarão no Congresso Nacional, pela aprovação das PECs. Do outro lado da polêmica que envolve o diploma, o sindicato dos jornalistas de Santa Catarina realizará um seminário para debater a filiação de jornalistas sem formação superior específica.

Fonte: Comunique-se.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

New York Times vai cobrar por conteúdo online a partir de 2011

O jornal Americano The New York Times anunciou nesta quarta-feira (20/01) que irá cobrar pelo acesso ao seu conteúdo na internet a partir do início de 2011. A medida foi tomada para compensar a queda nas receitas causada pela diminuição da circulação da versão impressa.

Apesar de não dar maiores detalhes, a Times Company, proprietária do jornal, informou que os leitores terão direito à leitura gratuita de um certo número de matérias por mês. Alcançado esse limite, o acesso só será permitido mediante o pagamento. Os assinantes da versão impressa terão acesso ilimitado ao site.

“É uma aposta, até certo ponto, onde pensamos que a internet está indo. Isso não é algo que irá mudar a dinâmica financeira da noite para o dia”, afirmou o presidente da Times Co., Arthur Sulzberger Jr.

A medida é vista como arriscada por analistas, já que existe a possibilidade de as perdas com publicidade serem maiores que os ganhos com as assinaturas. O NYTimes.com é o site jornalístico mais popular dos Estados Unidos, com mais de 17 milhões de leitores por mês, e, certamente, o que mais arrecada com publicidade.

É a terceira vez que o NYT tenta implantar um sistema de cobranças para o conteúdo online. Nos anos 90, o site cobrou por acessos de fora dos Estados Unidos. Entre 2005 e 2007, a empresa criou o TimesSelect, que dava acesso a conteúdos exclusivos para os assinantes. O serviço atraiu 210.000 leitores, que pagavam US$ 49,95 por ano, mas ele foi descontinuado por causa das vantagens dos ganhos com publicidade.

Com informações do New York Times.

Fonte: Comunique-se.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Blogueiro é notificado por uso indevido das marcas da Folha e do UOL

Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro

Na última sexta-feira (04/12), o blogueiro Antonio Arles foi notificado extrajudicialmente pela Folha de S. Paulo e pelo UOL. O motivo foi a publicação, no blog Arlesophia, de selos de uma campanha pedindo que os internautas cancelem suas assinaturas nos dois veículos.

“A marca da Folha e do UOL foram indevidamente utilizadas, de vez que não autorizadas (...). Tal atitude fere diversos dispositivos legais, constituindo crime”, diz a notificação.

Assustado, Arles, que cursa a faculdade de História na USP, retirou as imagens do ar imediatamente. “Aparece uma pessoa, vinda de táxi, e me entrega uma carta. Quando eu abro, vejo que é uma notificação. Eu fiquei assustado”, diz.

O blogueiro explica que não agiu de má-fé, apenas publicou imagens que recebeu por e-mail. “Eu não tinha conhecimento. Era uma coisa pública, estava na Internet, aí eu coloquei no meu blog”, conta.

Arles afirma ter se sentido intimidado com a atitude tomada pelos veículos. “Eu acho que foi uma tentativa de cerceamento da liberdade de expressão”, diz, lembrando o caso da Folha de S. Paulo, que recebeu uma suposta ficha criminal da ministra Dilma Rousseff e a publicou.

“É o mesmo caso. Eles (Folha) não receberam a ficha da Dilma por e-mail e publicaram? Eu também recebi as imagens por e-mail e publiquei. Eles não tiveram o trabalho de apurar para confirmar a veracidade do documento. Eu não tive a preocupação com uso indevido da marca”, afirma.

A advogada da Folha de S. Paulo Taís Gasparian afirma que a medida não visa o cerceamento da liberdade de expressão, apenas o resguardo da marca das empresas. “Nunca pretendemos cercear a discussão sobre o assunto. Ela é válida, interessante, desde que não se utilize a marca dessa maneira”, explica.

Taís argumenta que tanto o UOL como a Folha possuem blogs e as empresas defendem a liberdade de expressão. A advogada explica que o mesmo procedimento será adotado em situações semelhantes, não importando quem seja o notificado.

“Não tem nada a ver com o assunto tratado. Qualquer outra empresa, que utilize a marca da Folha ou do UOL dessa maneira, será notificada”, afirma.

O caso foi discutido pelo Fórum de Mídia Livre e motivou a criação da Rede de Solidariedade e Proteção à Blogosfera, que contará com juristas e advogados, além de um fundo com a ajuda de organizações nacionais e internacionais.

Fonte: site Comunique-se.

sábado, 31 de outubro de 2009

Blogueiros reunidos em Brasília discutem o futuro do jornalismo na internet

Cinco dos principais jornalistas blogueiros do país se reuniram em Brasília, entre os dias 26 e 30 de outubro, para discutir com estudantes de comunicação e profissionais da imprensa o papel das novas mídias.

O encontro foi organizado pela Escola Livre de Jornalismo e levou Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Luiz Carlos Azenha, Rodrigo Vianna e Marco Weissheimer, que discutiram "O poder da blogosfera e o jornalismo no século 21″. Eles falaram da internet como alternativa de informação para o público, o novo mundo das redes sociais, a crise da mídia corporativa e o exercício da cidadania online.

Paulo Henrique Amorim, com sua acidez habitual, criticou a mídia hegemônica do Brasil, propôs alternativas econômicas para viabilizar a veiculação livre da informação através da internet e não poupou ninguém, quer dizer, quase ninguém. Só faltou mesmo falar do poder de influência exercido hoje pela segunda rede de comunicação do país, a Rede Record, da qual é empregado, que fomenta a intolerância religiosa e construiu um império explorando a boa fé da população. De qualquer forma vale a pena conferir o vídeo abaixo.