sábado, 31 de outubro de 2009

Blogueiros reunidos em Brasília discutem o futuro do jornalismo na internet

Cinco dos principais jornalistas blogueiros do país se reuniram em Brasília, entre os dias 26 e 30 de outubro, para discutir com estudantes de comunicação e profissionais da imprensa o papel das novas mídias.

O encontro foi organizado pela Escola Livre de Jornalismo e levou Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Luiz Carlos Azenha, Rodrigo Vianna e Marco Weissheimer, que discutiram "O poder da blogosfera e o jornalismo no século 21″. Eles falaram da internet como alternativa de informação para o público, o novo mundo das redes sociais, a crise da mídia corporativa e o exercício da cidadania online.

Paulo Henrique Amorim, com sua acidez habitual, criticou a mídia hegemônica do Brasil, propôs alternativas econômicas para viabilizar a veiculação livre da informação através da internet e não poupou ninguém, quer dizer, quase ninguém. Só faltou mesmo falar do poder de influência exercido hoje pela segunda rede de comunicação do país, a Rede Record, da qual é empregado, que fomenta a intolerância religiosa e construiu um império explorando a boa fé da população. De qualquer forma vale a pena conferir o vídeo abaixo.


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Votação da PEC dos Jornalistas é adiada novamente

Ao contrário do que se esperava a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados não apreciou, nesta quarta-feira, a Proposta de Emenda Constitucional 386/09. Numa iniciativa protelatória, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) apresentou voto contrário a PEC dos Jornalistas no dia anterior. Apoiadores da proposta concentrarão esforços para que a proposta seja votada na reunião da CCJC do dia 4 de novembro.

Identificado com os interesses dos empresários de comunicação, na justificativa de seu voto em separado Zenaldo Coutinho usou os mesmos argumentos das entidades patronais para se posicionar contra a PEC dos Jornalistas. Sua iniciativa se coaduna com a estratégia empresarial que, na semana passada, através da publicação de artigo da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito, em veículos de comunicação de todo o país, buscou influenciar o posicionamento dos membros da CCJC.

Autor da PEC dos Jornalistas, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) classificou como um tipo de "censura" tanto a prática da grande mídia, que restringe o acesso ao debate quando concede espaço somente a uma versão dos fatos, como a tentativa de barrar a votação da Proposta na CCJ.

"É estranho que aqueles que se dizem defensores da liberdade de expressão revelem na prática exatamente o inverso, manipulando e restringindo a discussão. Desde que se começou a cogitar a votação da PEC na CCJ, iniciaram, estrategicamente, movimentos para impedir a análise da Proposta, o que considero uma prática anti-democrática", critica.


Pimenta adianta que, para a próxima semana, juntamente com a FENAJ, o relator da PEC dos Jornalistas, deputado Maurício Rands (PT-PE) a líder da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, deputada Rebeca Garcia (PP-AM) e com o deputado Mauricio Quintella Lessa (PR-AL) serão desenvolvidos esforços para que a PEC seja votada na reunião da CCJC do dia 4 de novembro.

Há expectativa, também, de que no mesmo dia os deputados Paulo Pimenta, Maurício Rands e Rebeca Garcia sejam recebidos pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, para discutir uma alternativa à decisão que extinguiu com a exigência do diploma.

Fonte: site Federação Nacional dos Jornalistas, Fenaj.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Infoproletários: a degradação real do trabalho virtual

O amigo Álvaro Britto me enviou por e-mail esta oportuna dica literária.


Há uma associação oculta entre o uso de novas tecnologias e a imposição de condições de trabalho do século XIX em um dos setores considerados como mais dinâmicos da economia moderna. Essa é uma das teses centrais do livro "Infoproletários - Degradação real do trabalho virtual, um lançamento da Boitempo Editorial. Obras será lançada dia 13 de novembro, às 17h30min, no prédio de Filosofia e Ciências Sociais da USP (Sala 18), com a presença de Ricardo Antunes, Ruy Braga e Francisco de Oliveira.

O livro "Infoproletários - Degradação real do trabalho virtual" evidencia a associação oculta entre o uso de novas tecnologias e a imposição de condições de trabalho do século XIX em um dos setores considerados como mais dinâmicos da economia moderna, o informacional. Ao contrário do que é prometido pelos entusiastas deste novo segmento, os trabalhadores vivenciam uma tendência crescente de alienação do trabalho em escala global. A obra reúne uma série de ensaios que esquadrinham diferentes aspectos da rotina e do modo de vida daqueles que, apesar de frequentemente arruinarem suas vozes ao transformá-las em poderosos instrumentos de acumulação de capital, raramente são ouvidos.


A classe trabalhadora é retratada neste livro em duas representações polarizadas. De um lado, aparecem os operadores de telemarketing. Globalizados em sua relação social, totalizados em sua subordinação, monitorados em cada um de seus movimentos, punidos por cada infração às regras, resumem e simbolizam os novos trabalhadores atrelados ao resplandecente, porém inatingível, mundo do consumo. Sua imaginação é totalmente circunscrita e dirigida pelo capitalismo.

Já em outro extremo estão os aristocratas do cibertrabalho, os programadores de software, gabando-se e desfrutando de sua autonomia enquanto se movem em espiral pelo espaço e pelo tempo. Eles não são menos prisioneiros da própria individualidade, intoxicados por seu ilusório empreendedorismo.

Segundo Michel Burawoy, sociólogo que assina a orelha do livro, ”a obra aponta para a profunda transformação sofrida pela classe trabalhadora e o projeto de movimento internacional operário, ante os parâmetros verificados por Karl Marx em seu tempo. Apenas a articulação entre múltiplas identidades – de gênero, de nacionalidade, de raça, assim como de classe – forjadas em terrenos políticos que transcendam a produção imediata lhes permitirá se rebelar contra o mercado e desafi ar o capital global – mas, mesmo assim, apenas em um grau limitado e de uma forma fragmentária. Essa é certamente a mensagem deste livro – que revela a experiência cotidiana vivida por essa nova classe trabalhadora globalizada ligada aos serviços”.

Ensaios e autores

O trabalho do conhecimento na sociedade da informação: a análise dos programadores de software
.
Juan José Castillo


A construção de um cibertariado? Trabalho virtual num mundo real.
Ursula Huws


A vingança de Braverman: o infotaylorismo como contratempo.
Ruy Braga


O “trabalho informacional” e a reificação da informação sob os novos paradigmas organizacionais.
Simone Wolff


Os trabalhadores das Centrais de Teleatividades no Brasil: da ilusão à exploração.
Sirlei Marcia de Oliveira


O desenho do trabalho assalariado em empresas fidelizadoras da indústria de call centers no Brasil.
Arnaldo Mazzei Nogueira e Fabrício Cesar Bastos

Centrais de Teleatividades: o surgimento dos colarinhos furta-cores?
Selma Venco


A identidade no trabalho em call centers: a identidade provisória.
Cinara Lerrer Rosenfield


As trabalhadoras do telemarketing: uma nova divisão sexual do trabalho?
Claudia Mazzei Nogueira


Trajetórias profissionais e saberes escolares: o caso do telemarketing no Brasil.
Isabel Georges

Século XXI: nova era da precarização estrutural do trabalho?
Ricardo Antunes


Apêndice
Capital fixo e o desenvolvimento das forças produtivas na sociedade.
Karl Marx

Sobre os organizadores
Ricardo Antunes é professor de sociologia do trabalho na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e organizador de Riqueza e miséria do trabalho no Brasil (São Paulo, Boitempo, 2007). É autor de Adeus ao trabalho? (São Paulo, Cortez, 2003) e Os sentidos do trabalho (São Paulo, Boitempo, 1999), entre outros livros.


Ruy Braga é professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo e diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP (Cenendic). É autor de, entre outros livros, Por uma sociologia pública (com Michael Burawoy) (São Paulo, Alameda, 2009) e A nostalgia do fordismo: modernização e crise na teoria da sociedade salarial (São Paulo, Xamã, 2003).

Sobre a Coleção Mundo do Trabalho
Coordenação de Ricardo Antunes

Estudos sobre o trabalho, a sua centralidade na sociedade capitalista, a análise do sindicalismo, questões de gênero e o impacto das transformações trazidas.

Ficha técnica
Título: Infoproletários Subtítulo: degradação real do trabalho virtual
Organizadores: Ricardo Antunes e Ruy Braga
Orelha: Michel Burawoy
Páginas: 256
Ano de publicação: 2009

ISBN: 978-85-7559-136-9
Preço: R$ 44,00
Coleção Mundo do Trabalho - Boitempo Editorial

Fonte: Agência Carta Maior

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Conferência Estadual de Comunicação está na rede

A Primeira Conferência Estadual de Comunicação do Estado do Rio de Janeiro, que será realizada nos dias 30 e 31/10, e 01/11/2009 já está na rede com um blog. Confira aqui.

Votação da PEC do diploma será nesta quarta, dia 28

A PEC (proposta de Emenda à Constituição) que resgata a exigência do diploma para o exercício do jornalismo teve votação adiada, na quarta-feira, 21/10, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), devido à ordem de proposições que estavam na pauta e ao início da sessão plenária da Câmara. O autor da PEC, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), e o relator da Proposta na Comissão, deputado Maurício Rands (PT-PE), informaram que vão propor a inversão da pauta, nesta terça-feira, 27/10, para que a PEC dos Jornalistas esteja como prioridade na sessão da CCJ desta quarta-feira, 28/10.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) alerta que é fundamental manter a mobilização em torno da aprovação da matéria. O apoio de praticamente todos os parlamentares do Rio de Janeiro e Ceará que são membros da Comissão da Câmara já foi anunciado, após atuação dos Sindicatos. Também os representantes de Goiás na CCJ – Rubens Otoni (PT) e João Campos (PSDB) – comprometeram-se a votar a favor da PEC. Além disso, a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO), autora do requerimento que levou à primeira audiência pública na Câmara, está trabalhando ativamente junto à bancada tucana, onde existem as maiores resistências, para que a PEC seja aprovada.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fórum de Comunicação do Sul Fluminense critica organização da Conferência Estadual

Nota pública do Fórum Permanente por uma Comunicação Ética e Democrática do Sul Fluminense

O Fórum Permanente por uma Comunicação Ética e Democrática do Sul Fluminense, criado na I Conferência de Comunicação do Sul Fluminense, reunido no dia 17/10/2009, na Cúria Diocesana de Volta Redonda e Barra do Piraí, através das entidades e instituições abaixo relacionadas, indicadas na I Conferência de Comunicação do Sul Fluminense para representar a região na Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro, manifestam o seu descontentamento com a resolução da Comissão Organizadora da Conferência Estadual de Comunicação – CONECOM RJ - que deliberou, na aprovação do Regimento Interno da mesma, que as indicações das conferências regionais realizadas não serão levadas em conta como critério para a composição da delegação participante da Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro.

Além do Sul Fluminense, que realizou sua Conferência Regional em 14 e 15 de agosto de 2009, no Centro Universitário de Barra Mansa e na Câmara Municipal de Volta Redonda respectivamente, com a presença de 134 participantes no primeiro dia e 80 no segundo, foram realizadas mais sete conferências regionais/municipais de Comunicação (Lagos, Serrana, Norte, Niterói/Leste, Costa Verde, Baixada e Capital), que, em sua maioria, indicaram representantes para participarem da etapa Estadual da Confecom. E não apenas representantes da sociedade civil, mas também do poder público e empresários. Um processo democrático, participativo e transparente, construído pelo esforço militante de centenas de cidadãs e cidadãos, entidades e instituições fluminenses.

A proposta derrotada por apenas um voto defendia que na composição da delegação estadual, fossem levados em conta os relatórios e indicações das etapas regionais/municipais, sem prejuízo da inscrição direta de quem não participou ou não foi indicado nas mesmas, até o limite previsto de participantes em função da estrutura disponível. Ou seja, seria apenas uma reserva de vagas para as indicações regionais, valorizando assim o legítimo processo ocorrido nas diversas regiões do Estado, contribuindo dessa forma para a qualificação do debate na etapa estadual, já que em todas elas houve um profícuo debate de propostas e teses.

O mais contraditório é que tanto empresários como o poder público solicitaram as listas das indicações das Conferências Regionais. Ou seja, "levarão em conta" as indicações regionais de representantes do segmento na composição da respectiva delegação estadual. Por que então não votaram a favor? Acreditamos que ainda há tempo da rediscussão dessa matéria.

O "levar em conta" não fecha a porta para outras indicações, até porque sabemos que as delegações das regionais não preenchem a totalidade das vagas disponíveis. E nem garantirá a priori as indicações sem verificação de atas e editais pela Comissão Organizadora, que atestaria a legitimidade e transparência do processo.

Nesse sentido, reivindicamos que as indicações regionais sejam efetivamente levadas em conta na composição da delegação de todos os segmentos, respeitando o processo de organização e participação realizado nas diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro, garantindo assim a legitimidade e representatividade da I Conferência Estadual de Comunicação.


Volta Redonda, 17 de outubro de 2009.

1 – Diretório Central dos Estudantes do Centro Universitário de Barra Mansa (DCE-UBM)
2 - Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do RJ
3 - Fórum de Mídia Livre do Sul Fluminense
4 – Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação / Núcleo Volta Redonda (SEPE-VR)
5 - Cultura em Movimento
6 - Pastoral da Comunicação da Diocese de Barra do Piraí e Volta Redonda
7 - Centro Acadêmico de Comunicação Social do Centro Universitário de Barra Mansa (CACOS-UBM)
8 – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO-RJ)
9 – Associação de Rádios Comunitárias do Sul Fluminense (ARCOM – Sul Fluminense)
10 - Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação / Núcleo Resende e Porto Real (SEPE-Res–PR)
11 – Prefeitura Municipal de Barra Mansa/Coordenadoria de Comunicação Social
12 - Associação Nacional dos Anistiados Políticos (ANAP)
13 - Orincuaba
14 - Agenda 21 de Volta Redonda
15 - Associação Mulher e Cidadania de Barra Mansa
16 – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
17 - Juventude do Partido dos Trabalhadores de Volta Redonda (PT/VR)
18- Rádio Comunitária Nova Geração (Resende)
19 - Agente Pastoral Negro (APN)
20 - Rádio Comunitária Interativa (Vassouras)
21 - Rádio Comunitária Alternativa 107 (Barra Mansa)
22 - Rádio Comunitária Cruzeiro (Pinheiral)
23 - PMDB de Resende
24 - Centro Acadêmico de Psicologia do Centro Universitário de Barra Mansa (CAPS-UBM)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Costa confirma adiamento de uma semana da Confecom

Por Lúcia Berbert

08 de outubro de 2009


A plenária da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) será adiada de 1, 2 e 3 para 7, 8 e 9 de dezembro, em função de viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao exterior. A informação foi confirmada hoje pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, que explicou da necessidade da presença de Lula na abertura do evento.


“Foi o Presidente que convocou e só ele pode abrir a conferência”, disse.


O adiamento da Confecom deverá sair publicado no Diário Oficial da União. O assunto foi acertado ontem, em reunião entre Lula e os ministros Hélio Costa (das Comunicações), Franklin Martins (da Secretaria de Comunicação Social) e Luiz Dulci (da Secretaria-Geral da Presidência da República).

Costa disse também que, a partir da próxima semana, os três ministros responsáveis pela organização do evento irão se reunir semanalmente para resolver, rapidamente, os problemas que surgirem. O primeiro assunto a ser tratado, já na próxima semana, é a dificuldade apontada pela Telebrasil, entidade que representa as teles, em indicar os delegados necessários (40% do total) nas etapas estaduais.

“A questão ainda não está resolvida, mas será”, garantiu Costa. Ele disse que ainda tem esperança de levar a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) de volta aos debates.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

OAB defende na CCJ do Senado regulamentação da profissão de jornalista

Brasília, 01/10/2009 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, defendeu hoje (01) a necessidade do diploma para jornalista e a rápida regulamentação da profissão como forma de garantir a prestação de informações ao cidadão de forma profissionalizada e responsável. Na audiência que tratou hoje (01) do tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Britto afirmou o Jornalismo é uma profissão que está implicitamente constitucionalizada. "Há todo um arcabouço na Constituição que garante a liberdade de expressão, mas a lei pode e deve estabelecer requisitos profissionais para tal liberdade. Um deles é a necessidade de regulamentação da profissão daquele que lida diariamente com o direito de imagem e com a vida das pessoas", afirmou.

Ainda ao debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/09 na CCJ, Britto defendeu a regulamentação em nome da garantia de qualidade das informações de que tem direito a receber todo e qualquer cidadão e ainda com relação à garantia do sigilo da fonte, aplicável, segundo Britto, somente ao comunicador. "Se dissermos que o diploma não é mais exigível para o jornalista, todos poderão alegar o sigilo da fonte na hora de depor como testemunha de um crime. Quem não quiser se manifestar bastará dizer que ali estava na qualidade de jornalista free lancer", afirmou Britto aos senadores presentes.

Durante a audiência, a OAB ainda foi instada a se manifestar sobre a questão de ordem que foi apresentada por alguns deputados e senadores - entre eles os deputados Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Edgar Moury (PMDB-PE) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) - sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que recentemente declarou a não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Britto recebeu os termos da questão de ordem e informou que a entidade deverá apresentar seu parecer jurídico nos próximos dias.

Integraram a mesa de debates, além do presidente da OAB, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, o presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof, e o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Carlos Franciscato. Conduziu os trabalhos o senador Wellington Salgado (PMDB-MG). Também acompanhou os debates a presidente da Seccional da OAB do Pará, Angela Sales.