domingo, 29 de março de 2009

Ato público pela obrigatoriedade do diploma de jornalista nesta terça

Estudantes, profissionais de todas as categorias e a sociedade em geral estão sendo convidados pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, para participar de uma grande manifestação de apoio à obrigatoriedade do diploma de jornalista. A exigência do diploma para o exercício da profissão, em vigor há 40 anos, encontra-se ameaçada: o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará no dia 1º de abril o recurso que questiona a regulamentação da profissão. A manifestação será realizada nesta terça-feira, dia 31, em frente à Câmara dos Vereadores, na Cinelândia, e começa ao meio-dia.

Estudantes e profissionais estão sendo orientados pelo sindicato a usarem uma blusa preta neste dia, em sinal luto. A manifestação vai esclarecer a população sobre a importância do diploma específico de Jornalismo e tentar sensibilizar os ministros do Supremo a votarem contra o recurso. A população apóia a luta dos jornalistas. No final do ano passado, pesquisa do Instituto Sensus revelou que 74,3% dos brasileiros são a favor de que jornalista tem que ser diplomado em Jornalismo para exercer a profissão.

Panfleto da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), que já está sendo distribuído em todo o país, alerta para o fato de que a sociedade, depois de enfrentar a ditadura durante 21 anos, pode estar diante de um novo golpe. “Desta vez, direcionando contra o seu direito de receber informação qualificada, apurada por profissionais capacitados para exercer o Jornalismo, com formação teórica, prática e ética.”

Em diversos estados estão em desenvolvimento atividades com panfletagens em faculdades e redações. Delegações de vários estados participarão do Ato Público Nacional em Defesa do Diploma, no dia 1º de abril, a partir das 13h, em frente ao STF, em Brasília, e acompanharão a sessão de julgamento.

Na segunda-feira, dia 30, representantes da Campanha em Defesa do Diploma e da Regulamentação participarão das manifestações programadas por centrais sindicais e movimentos sociais em todo o país, numa grande mobilização contra a crise e as demissões. Evidenciarão a luta em defesa do diploma, buscando mais apoio social para as atividades que ocorrerão durante a próxima semana.

quinta-feira, 26 de março de 2009

TV Câmara confirma contato de Gilmar Mendes, mas nega censura

Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro

O diretor da TV Câmara, Manuel Roberto Seabra, confirma que assessores do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, reclamaram com a emissora sobre o programa “Comitê de Imprensa”, exibido no dia 13/03. Entretanto, nega qualquer tentativa de censura.

Segundo Seabra, o programa saiu do seu objetivo, que seria o debate sobre a cobertura da revista Veja no caso das investigações contra o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, e se transformou em um palco de acusações pessoais.

A decisão de retirar o link foi tomada pela própria emissora. A ideia era inserir um direito de resposta no vídeo e recolocá-lo no ar.

“A gente recebeu muitas reclamações sobre a matéria. Ela teria sido ofensiva e saía do tema. Houve uma tentativa de responder a isso, ouvindo as partes atingidas: o ministro Gilmar e um representante da CPI dos grampos. A ideia era inserir isso no programa, como um direito de resposta. Os assessores deles ligaram e reclamaram. Tentamos entrevistar o ministro Gilmar e o representante da CPI, mas como isso não se consumou, resolvemos voltar com o link no ar”, explica.

Mudanças no programa

Por causa desse episódio, a TV Câmara pretende reformular o “Comitê de Imprensa”. A partir de agora, as pautas serão mais fechadas e os apresentadores estarão avisados para evitar novos ataques pessoais.

“Só com jornalista acontece isso. Parece que a gente não obedece o que a gente ensina. O episódio chegou a nos envergonhar por não termos o outro lado, mas essa não é a proposta do programa. Não é um programa para acusar ninguém, é para debater a mídia”, afirma Seabra.

No início da semana, o correspondente da Carta Capital em Brasília Leandro Fortes, um dos convidados do programa, afirmou que o link teria sido retirado do site da emissora por pressões do ministro Gilmar Mendes.

Na terça-feira, a Federação Nacional dos Jornalistas protocolou ofício na Câmara dos Deputados pedindo explicações sobre o caso. No mesmo dia, o diretor da Secretaria de Comunicação da Câmara, Sérgio Chacon, emitiu nota negando qualquer tipo de censura, lembrando ainda que o programa foi exibido cinco vezes e ficou com chamada em destaque na página da emissora nos dias 13,14,15 e 16/03.

“Asseguro-lhe que não houve pressão de quem quer que seja para que fosse interrompida sua exibição. Igualmente não foi cerceada a liberdade de expressão dos participantes do ‘Comitê de Imprensa’ e nem ocorreu qualquer tipo de censura ao programa. Tais procedimentos, além de incompatíveis com a prática e a tradição da TV Câmara, são repudiados pela Câmara dos Deputados”, afirmou Chacon.

As imagens abaixo mostram o site da emissora no dia 23/03 e hoje. O link para o vídeo foi recolocado no ar.





quarta-feira, 25 de março de 2009

Artistas de Campos vão fazer arte na rua

Nesta sexta-feira (27), a partir das 16h, no Largo da Imprensa, Centro de Campos, a Associação Regional de Teatro Amador (ARTA), promove uma manifestação com a presença de vários artistas do município em comemoração ao Dia Internacional do Teatro.

Para o presidente da ARTA, Dedé Muylaert, o evento tem grande importância já que resgata a tradição dos artistas de Campos de celebrarem seu dia na rua, o que não acontece há dez anos.

"O artista sabe que o eu seu verdadeiro palco é a rua, e junto ao povo. Vamos voltar ao nosso palco e em grande etilo", diz Dedé.

Durante o evento vários artistas amadores vão apresentar performances como poetas, músicos e números circenses entre outros. Na ocasião também serão homenageados nomes hitóricos na luta pelo teatro e a arte campista.

"A população está convidada a participar conosco desta festa tão importante, porque sexta-feira é dia de fazer arte", enfatiza Dedé.

Fenaj pede explicações sobre suposto caso de censura na TV Câmara

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) solicita que a Câmara dos Deputados esclareça os fatos narrados pelo correspondente da Carta Capital em Brasília Leandro Fortes, que acusou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, de exercer pressão política para que TV Câmara censurasse uma edição do programa Comitê de Imprensa.

O ofício, assinado pelo presidente da entidade, Sérgio Murillo de Andrade, foi encaminhado ao secretário de Comunicação Social da Casa, Sérgio Chacon; ao diretor da TV Câmara, Manuel Roberto Seabra Pereira; e ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, que teria, de acordo com a acusação do jornalista, recebido o pedido de Gilmar Mendes e exigido a censura do programa.

“A liberdade de imprensa e o direito à livre manifestação são conquistas inalienáveis da sociedade brasileira e têm na Câmara dos Deputados um aliado imprescindível na proteção e defesa desses direitos sociais. Atitudes de cerceamento e censura se de fato forem confirmadas, são antagônicas com a função e o papel que se espera de integrantes da Suprema Corte do País e de funcionários e parlamentares da Câmara Federal”, diz o documento.

Fonte: site Comunique-se.

terça-feira, 24 de março de 2009

Julgamento de recurso contra o diploma entra na pauta do STF

O Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, entrará na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) em 1º de abril. Sua apreciação deve se dar no mesmo período do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei de Imprensa.

A Executiva da FENAJ e a Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma e da Regulamentação dos Jornalistas reúnem-se nesta terça-feira (24) para definir procedimentos sobre as duas questões.

Leia a matéria completa aqui.

sábado, 21 de março de 2009

VIDA LONGA AO MONITOR CAMPISTA!

Mesmo sem ter cumprido a burocracia de prache para participar da Rede Blog aí vai uma opinião sobre o Monitor Campista.

Há vários anos venho dizendo em todas as conversas sobre jornalismo na cidade, até bem antes de sua reformulação gráfica, que editorialmente o Monitor é o melhor jornal de Campos. Mesmo com sua linha "morna", é nele que encontro as matérias mais jornalísticas sobre a nossa cidade. Ao contrário do que as outras duas edições diárias fazem.

Certa vez em conversa com colegas jornalistas cheguei ao ponto de dizer que os jornalistas que trabalhavam na época no Diário e na Folha da Manhã teriam dificuldades em trabalhar em outro veículo, tamanha era, e ainda é, a falta de compromisso com os princípios mais básicos do jornalismo.

Não eram escritas (diminuiu mais ainda acontece com muita frequência) matérias jornalísticas, reportagens, mas sim artigos opinativos, já que apenas uma versão era colocada para o leitor de forma tendenciosa. A falta de compromisso com as várias versões da história era e ainda é evidente.

Concordo com o Vítor em sua análise (aqui), sobre os pontos em que o terceiro mais antigo jornal do país poderia melhorar. E ressalto que a condição de Diário Oficial, fez com que sua direção se acomodasse, e, ao longo dos anos, não tenha dado a devida importância para fazer funcionar um departamento comercial forte. Se esta providência tivesse sido tomada provavelmente hoje não teríamos dúvidas de que o jornal sobreviveria a perda do contrato com a prefeitura.

Como cidadão, jornalista e dirigente sindical me preocupa a possibilidade do fechamento do Monitor Campista. O emprego de muitos companheiros que militam no jornal há muitos anos está em jogo. Me preocupa também o que significaria para o município a perda do veículo de maior credibilidade da cidade. Precisamos deflagrar um movimento de conscientização da sociedade, e esta discussão pode ser o ponto de partida, com mobilizações e ações concretas, para garantirmos a sobrevivência do melhor jornal de Campos.

Replicando o Urgente! VIDA LONGA AO MONITOR CAMPISTA!!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sindicato dos Jornalistas denuncia comportamento antidemocrático da SIP

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio manifesta seu apoio à realização da Conferência Nacional de Comunicação, em dezembro, ocasião em que entidades dos mais amplos setores da sociedade brasileira terão oportunidade de debater e sugerir iniciativas concretas no sentido de democratizar os meios de comunicação.

Nós, jornalistas fluminenses, entendemos que devemos nos mobilizar, juntamente com demais entidades representativas do movimento social, no sentido de aproveitar a oportunidade histórica que resultará a Conferência Nacional de Comunicação.

Repudiamos com veemência o posicionamento antidemocrático da Sociedade Interamericana de Imprensa contra a realização da Conferência, a mesma SIP, que além de representar o patronato do setor de comunicação silenciou durante os anos de ditadura no continente americano.

A SIP e seus representantes aqui no Brasil deixam claro que estão “preocupados porque os debates (na Conferência Nacional de Comunicação) serão conduzidos por ONGs e movimentos sociais que pretendem interferir no funcionamento da imprensa”.

A nota objetiva tão somente pressionar o Poder Público e visa boicotar a realização da Conferência, ou manipulá-la para evitar que cumpra os objetivos a que se propõe, qual seja a democratização dos meios de comunicação.

Na verdade, o patronato dos meios de comunicação deixou claro que pretende manter intacto o domínio do setor através de empresas oligopolizadas que vêm provocando aberrações como a manipulação da informação e a adoção do esquema do pensamento único.

A nossa entidade não pode silenciar diante do posicionamento pouco democrático manifestado pela SIP. É preciso deixar bem claro que o patronato mente quando diz que defende a liberdade de imprensa, pois está, isto sim, defendendo de fato a liberdade de empresa, que não aceita a ampliação dos espaços midiáticos a serem ocupados pelos mais amplos setores representativos do povo brasileiro, como são os movimentos sociais.

Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro.

domingo, 15 de março de 2009

Convocação da Conferência de Comunicação deve acontecer logo

Cresce a expectativa de que o governo federal oficialize, nos próximos dias, a convocação da I Conferência Nacional de Comunicação. No início de fevereiro, em encontro com representantes da Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação, o assessor do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, disse que maiores definições ocorreriam após o Carnaval. Já existem movimentos visando garantir as etapas estaduais.

O movimento pela convocação de uma Conferência Nacional de Comunicação para a definição de políticas públicas para o setor com participação social teve significativo avanço nos últimos dois anos. Além de apoios no Congresso Nacional, conseguiu envolver, além de entidades e movimentos ligados diretamente à área da comunicação, outros segmentos sociais. E com isso, a pressão sobre o governo federal para obter avanços no campo da democratização da comunicação no país - reivindicação apontada há mais de 20 anos – ganhou novos contornos.

Para que a convocação da I Conferência Nacional de Comunicação seja concretizada, porém, é necessária a edição de um decreto da Presidência da República e de uma Portaria do Ministério das Comunicações instituindo o Grupo de Trabalho.

Fonte: Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ.

Campanha em defesa do diploma fortalece e valoriza o jornalismo

A produção de novos materiais e a ampliação da agenda de mobilizações principalmente a partir da retomada do calendário acadêmico nas instituições de ensino superior são as prioridades da Campanha em Defesa do Diploma para o próximo período. O objetivo é ampliar os apoios na sociedade em defesa do diploma, da regulamentação e valorização da profissão. O novo calendário de mobilizações começa a ser delineado a partir desta semana.

Já nesta semana a Executiva da FENAJ se aterá aos desdobramentos do movimento para assegurar a continuidade da exigência de diploma de curso superior em Jornalismo como pré-requisito para o exercício da profissão. O objetivo é fortalecer o movimento por um jornalismo qualificado associado com a campanha em defesa da criação do Conselho Federal dos Jornalistas no país.

A nova estratégia de ação será definida conjuntamente com a Coordenação da Campanha, que envolve outras entidades do campo do Jornalismo. Mas prossegue a orientação para que se intensifique nos estados a “Operação Volta às Aulas”, com organização de atividades e promoções conjuntas entre Sindicatos de Jornalistas, organizações regionais dos professores e pesquisadores em Jornalismo, entidades estudantis e coordenações dos cursos de Jornalismo como palestras, debates e aulas inaugurais.

Para tanto, lembra Valci Zuculoto, da Coordenação Nacional da Campanha, a utilização dos materiais já produzidos pelo movimento, bem como a promoção de novos lançamentos do livro “ Formação em Jornalismo – Uma exigência que interessa à sociedade” continua válida.

Atividades

O Sindicato dos Jornalistas do Piauí está mobilizando faculdades de Jornalismo, Centrais Sindicais, Sindicatos, a OAB, a Associação da Magistratura, organizações sociais e instituições públicas para um grande ato político em defesa do Diploma de Jornalismo para o exercício profissional: a Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Estado, já está agendada para às 10h do dia 7 de abril – Dia do Jornalista.

Fonte: Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ.

MEC inicia reformulação das diretrizes curriculares do curso de jornalismo

Por Mariana Martins
Observatório do Direito à Comunicação

Oito anos após a promulgação das atuais Diretrizes Curriculares dos Cursos de Comunicação Social, o Ministério da Educação (MEC) deu início neste ano a um processo de revisão das linhas pedagógicas para o curso de jornalismo, atualmente uma das habilitações do curso de Comunicação social.

Para conduzir este processo, foi instituída, em 12 de fevereiro, uma Comissão de Especialistas formada por oito pesquisadores e presidida pelo professor José Marques de Melo (Universidade Metodista de São Paulo). Integram ainda a Comissão Alfredo Vizeu (UFPE), indicado pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo; Eduardo Meditch (UFSC), pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); e Luiz Gonzaga Motta (UNB), pela Sociedade Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo (SBPjor).

Além dos integrantes indicados pelas entidades, participam também do órgão os professores Sérgio Mattos (UFBA), Sônia Virgínia Moreira (UERJ) e Manuel Carlos Chaparro (USP), além da representante do Canal Futura Lúcia Maria Araújo.

A Comissão terá 180 dias para produzir um relatório, a ser entregue ao Conselho Nacional de Educação (CNE). O Conselho irá avaliar e deliberar sobre a proposta. Para subsidiar o documento final da Comissão, foi aberta uma consulta pública. As contribuições devem ser enviadas até o dia 30 março, por meio do endereço eletrônico consulta.jornalismo@mec.gov.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email , abrangendo duas questões principais: o perfil desejável do profissional do jornalismo e as competências a serem adquiridas durante a graduação.

Além da consulta, está prevista a realização de três audiências públicas temáticas. A primeira está prevista para o dia 20 de março, no Rio de Janeiro*, e deve contar com a presença de professores e intelectuais da área. A segunda, marcada para o dia 24 de abril em Recife, será direcionada ao debate com as associações e entidades de classe. A última audiência pública deverá acontecer em São Paulo, no dia 18 de maio, quando segmentos da sociedade civil, movimentos sociais e Organizações Não-Governamentais (ONGs) poderão também se pronunciar e propor mudanças e inovações para as diretrizes do curso de jornalismo.

Histórico das mudanças curriculares

O curso de jornalismo teve o seu primeiro currículo homologado junto com a criação do primeiro curso, em 1946. Naquela época, ele deveria ser seguido por completo por todas as instituições que fossem oferecer o curso de graduação. Este currículo valeu até o ano de 1961, quando foi promulgada a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Com a chegada desse novo instrumento, passou a existir um currículo mínimo e não mais o currículo total, que não permitia flexibilidade nem autonomia por parte das instituições.

Em 1962, foi apresentado o primeiro currículo mínimo para o curso de jornalismo. Desta data até a promulgação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996, este foi reformulado duas vezes, além de terem sido criados outros três para os cursos da área da Comunicação Social. Com essa nova Lei, iniciou-se uma mobilização para a atualização das diretrizes curriculares de grande parte dos cursos de nível superior.

Em 1999, uma Comissão de Especialistas elaborou o documento “Diretrizes Curriculares para o Curso de Comunicação Social”, aprovado em 2001 e em voga até hoje. Esta nova lei reuniu as habilitações do campo da comunicação no Curso de Comunicação Social e estabeleceu diretrizes gerais para o profissional de comunicação, além de diretrizes específicas para a formação de cada habilitação.

* A audiência pública do RJ será dia 20/03, às 8h30, no MEC (Palácio Gustavo Capanema).

quarta-feira, 11 de março de 2009

Zé Katimba, parte 2

A política de moderação adotada neste blog tem por finalidade impedir o baixo nível das agressões e ofensas pessoais, bem como os palhaços de plantão. Entendo que críticas construtivas construidas com bons argumentos em prol de boas causas têm espaço em qualquer lugar. Críticas anônimas não.

Bem sabemos que algumas pessoas se escondem atrás do anonimato para difamar ou simplesmente avacalhar os espaços totalmente abertos a qualquer manifestação. Geralmente não dou maior importância aos anônimos que se manifestam neste espaço.

Mesmo assim, enviei para o colega Fernando Paulino, um comentário anônimo que recebi recentemente para moderar, sobre o e-mail dele que publiquei aqui, a respeito do lançamento do seu livro sobre a biografia do compositor carioca, Zé Katimba.

Me senti na obrigação de apurar a veracidade do comentário, já que devo confessar, não conhecia a história de vida do referido sambista. O comentário, diga-se de passagem, não apresenta fatos, argumentos, faz apenas acusações de que as informações publicadas não são verdadeiras.

Confira abaixo o comentário anônimo e a resposta do jornalista Fernando Paulino. As conclusões ficam por conta dos leitores. Encontrei aqui mais um texto sobre o livro do Fernando Paulino.

Anônimo: "é uma vergonha que um livro que conte tantas mentiras seja editadoZe Katimba NÃO é fundador da Imperatriz, NÃO é o maior campeão de sambas enredos da escola, NUNCA foi presidente do GRESIL... enfim, lamento pelo fato de você ter participado desta farça".

Fernando Paulino: Durante o período que fiz pesquisas/entrevistas para o livro sobre o Zé Katimba, extraí do site oficial da Imperatriz Leopoldinense o seguinte trecho:

"Antes do começo da temporada da escolha dos sambas-enredos para o carnaval 2006, decidimos colocar no ar esta matéria sobre Zé Catimba, em forma de homenagem a este grande compositor da Imperatriz Leopoldinense. O samba-enredo de sua autoria, "Martim Cererê", tema da novela Bandeira-2. A gravação feita por ele (Som Livre) chegou a vender 700 mil cópias.

Zé Katimba - ou Catimba, como assinou por muito tempo - é um dos parceiros mais constantes de Martinho da Vila, tendo centenas de músicas gravadas. Paraibano de João Pessoa, veio para o Rio de Janeiro aos 10 anos, indo morar em Bonsucesso. Seu apelido surgiu nas peladas de futebol da região. Em 1959, então com 16 anos, participou da fundação da Imperatriz Leopoldinense. Em 1969, entrou para a ala dos compositores.

Seu primeiro sucesso foi "Barra de ouro, barra de rio, barra de saia" (em parceria com Niltinho Tristeza), de 1971, samba-enredo que classificou a Imperatriz em 7º lugar no Grupo 1. No ano seguinte, com o samba-enredo "Martim Cererê" (em parceria com Gibi), consagrou-se nacionalmente, levando a escola ao 4º lugar do Grupo 1. O sucesso de "Martim Cererê" fez com que Zé Katimba virasse personagem da novela "Bandeira-2", da Rede Globo, escrita por Dias Gomes, com Grande Otelo interpretando o papel do sambista. Além de "Martim Cererê", tema de abertura, outras duas músicas de sua autoria fizeram parte da trilha sonora, que vendeu 700 mil cópias.

Suas músicas foram gravadas por Elza Soares, Alcione, Jair Rodrigues, Zeca Pagodinho, Jurema, Leci Brandão, Simone, Agepê e até Júlio Iglesias, que em 1992 gravou "Me ama, mô", uma de suas parcerias com Martinho da Vila. Entre as de maior sucesso gravadas por Martinho estão: "Me beija, me beija" (em parceria com o próprio Martinho); "Me faz um dengo" (com Martinho da Vila); "Danadinha, Danada" (com Martinho da Vila); "Tá delícia, tá gostoso" (com Alceu Maia); "Minha e tua" (com Alceu Maia e Martinho da Vila). Zé Katimba foi campeão de samba-enredo na Imperatriz Leopoldinense em 1971, 1972, 1978, 1981, 1987, 1988, 1990 e 1997".

Isso é o que está nos anais da escola da Leopoldina. Katimba não fez parte da reunião que formulou a ata de fundação da Imperatriz, mas, assim como dezenas de outros componentes, participou das atividades da escola desde antes do seu primeiro desfile, em 1960. Katimba, na época, era puxador de corda; não era da direção.

Nos anos 70, ele era vice do Luizinho Drumond, que, por um certo período, precisou afastar-se da agremiação, tendo Katimba como seu substituto, na função de presidente.
Até hoje, na história da Imperatriz, não surgiu um outro compositor que tenha feito mais sucesso que ele. E é, sim, um dos campeões do carnaval carioca, como pode se observar na matéria do site da escola, reproduzida acima.

É claro que Katimba, ao longo da história, criou áreas de atrito. E aí tem gente que se esconde no anonimato para atacá-lo.

Por fim, eu não escrevi uma obra de ficção. Trata-se de um livro baseado em fatos reais.

Grande abraço.

Fernando Paulino.

Controle de ponto deve ser implantado em jornais do Infoglobo

Por Sérgio Matsuura

Apesar de o acordo ainda não estar fechado, os jornais do Infoglobo deverão implantar o sistema de controle de ponto dos seus funcionários. Em reunião realizada na manhã desta terça-feira (10/03) com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, representantes dos recursos humanos e da assessoria jurídica da empresa concordaram que a legislação trabalhista deve ser cumprida.

“Estou otimista, mas só acredito na hora que o ponto começar a funcionar. O acordo ainda não está fechado”, explica a presidente do sindicato, Suzana Blass.

Audiência é adiada
Após a reunião ficou acertado que a audiência no Tribunal Regional do Trabalho, que estava marcada para o dia 17/03, será adiada. O Infoglobo pediu mais tempo para que as formas de implantação do sistema sejam analisadas. Dois dispositivos foram sugeridos: o controle pela catraca de acesso ao prédio do jornal ou pelo ponto. A empresa se comprometeu a enviar ao sindicato, até a próxima sexta-feira (13/03), documento informando como o sistema irá funcionar.

O diretor de Redação do O Globo, Rodolfo Fernandes, ainda não sabe como a medida será aplicada já que, segundo ele, não existe paralelo de adoção de cartão de ponto em empresas jornalísticas desse porte no Brasil e no mundo.

“Mas com certeza, ao tomar esta decisão, o sindicato e o Ministério Público, através de suas respectivas áreas técnicas, já estudaram exaustivamente o impacto disso e saberão prestar todas as informações necessárias”, explica Fernandes.

Falta informação
A presidente do sindicato afirma que o maior problema é a falta de informação dos jornalistas. Ela explica que a entidade não quer adotar uma política de enfrentamento com a empresa, mas “a lei tem que ser cumprida, e vai ser cumprida”.

Está marcada para amanhã (hoje, 11/03), ao meio-dia, na sede do sindicato, uma assembleia para tirar as dúvidas sobre o controle de ponto dos jornalistas. A assessoria jurídica estará no local para conversar com os funcionários da empresa.

segunda-feira, 9 de março de 2009

AIC vai realizar assembleia para discutir estatuto em abril

A propósito da informação no post abaixo, sobre a assembleia do dia 14, para discutir e aprovar o novo estatuto da Associação de Imprensa Campista - AIC, a diretoria informa que uma leitura mais apurada do atual estatuto, mostrou que é necessário realizar primeiro uma reunião entre o Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva, que acontecerá no próximo sábado.

A partir daí, então, decorridos trinta dias, será possível realizar a Assembleia Geral Extraordinária para que os sócios deliberem sobre o tema.

quinta-feira, 5 de março de 2009

AIC de visual novo

Próximo de completar 80 anos de existência (17 de junho) a Associação de Imprensa Campista - AIC, está de visual novo. A nova identidade visual vem como mais uma mudança realizada pela atual diretoria. Trabalho competente dos profissionais da Projetto.

No sábado, dia 14 de março, por exemplo, a diretoria vai realizar uma assembléia para discutir e aprovar o novo estatuto, regimento interno e regimento eleitoral da entidade, com o objetivo de dar mais dinamismo à casa dos jornalistas de Campos.

Associação de Imprensa Campista lança projeto Cine Jornalismo AIC

Replicando o Urgente!

A Associação de Imprensa Campista - AIC inicia no próximo dia 28 o projeto Cine Jornalismo AIC, com a exibição de um filme sobre jornalismo e a presença de um jornalista para estimular um bate-papo sobre a profissão.

As exibições vão acontecer nos últimos sábados de cada mês, de março a novembro, sempre às 16h, na sede da associação (Rua Tenente Coronel Cardoso, 460, Centro).

As sessões se destinam a jornalistas, estudantes de jornalismo e a todos os interessados na profissão. A entrada é gratuita.

Veja abaixo a programação completa:

28 de Março
Boa noite e Boa Sorte (EUA, 2005)
Comentadora: Patrícia Daldegan

25 de Abril
Cidadão Kane (EUA, 1941)
Comentador: Ricardo André

30 de Maio
Todos os Homens do Presidente (EUA,1976)
Comentador: Orávio de Campos

27 de Junho
O Jornal (EUA, 1994)
Comentador: Álvaro Marcos

25 de Julho
O Informante (EUA, 1999)
Comentador: Vitor Menezes

29 de Agosto
Mera Coincidência (EUA, 1997)
Comentador: João Ventura

26 de Setembro
Sob Fogo Cerrado (EUA, 1983)
Comentador: Felipe Sáles

31 de Outubro
Em Defesa da Verdade (Inglaterra, 1985)
Comentador: Cássio Peixoto

28 de Novembro
Capote (EUA, 2005)
Comentador: Gerson Dudus